O estrabismo é uma condição que chama atenção por afetar diretamente o alinhamento dos olhos e pode surgir tanto na infância quanto na vida adulta.
Além do impacto estético, ele compromete a visão binocular (a capacidade de usar os dois olhos de forma coordenada) e pode gerar desconfortos visuais e dificuldades no dia a dia.
Atualmente, existem diferentes abordagens terapêuticas que oferecem excelentes resultados e, em muitos casos, permitem corrigir ou melhorar o quadro.
Neste artigo, você vai entender o que causa o estrabismo, quais são seus tipos, como reconhecê-lo, quais tratamentos realmente funcionam e quando a cirurgia é indicada.
Acompanhe!
O que é estrabismo e por que ele acontece
O estrabismo é uma condição em que os olhos não ficam alinhados na mesma direção. Enquanto um olho fixa o objeto corretamente, o outro pode desviar para dentro, para fora, para cima ou para baixo, seja de forma constante ou apenas em alguns momentos.
O problema surge devido a alterações nos músculos que movimentam os olhos, no funcionamento dos nervos que os controlam ou em áreas do cérebro responsáveis pela coordenação ocular.
Em crianças, o estrabismo pode ter origem genética, estar ligado a grau de óculos alto ou surgir sem causa aparente.
Já nos adultos, a condição pode ocorrer após traumas, doenças neurológicas, paralisias musculares, diabetes, AVC ou até mesmo reaparecer depois de anos de controle.
Além da questão estética, o estrabismo não tratado prejudica a visão binocular (a capacidade de usar os dois olhos ao mesmo tempo), o que leva à perda de profundidade, visão dupla e esforço visual constante, afetando a autoestima e o desempenho escolar ou profissional.

Tipos de estrabismo
Existem diferentes formas de estrabismo, que variam de acordo com a direção do desvio e com o comportamento dos olhos ao longo do dia. Veja os principais tipos:
Estrabismo convergente (esotropia)
É quando um dos olhos desvia para dentro, na direção do nariz. É comum na infância e geralmente está relacionado a hipermetropia alta. Se não tratado, pode levar a ambliopia, também conhecida como o olho preguiçoso.
Estrabismo divergente (exotropia)
Neste tipo, o olho se desvia para fora, em direção à têmpora. Pode ser contínuo ou aparecer principalmente quando a pessoa está cansada, distraída ou olhando para longe, além de causar visão dupla e dificuldade de foco.
Estrabismo vertical
O desvio vertical ocorre quando um dos olhos se posiciona acima ou abaixo do outro. Geralmente está associado a alterações musculares ou problemas neurológicos, e costuma gerar maior desconforto visual que os desvios horizontais.
Estrabismo intermitente
Caracteriza-se por períodos em que os olhos estão alinhados e outros em que o desvio aparece. É comum surgir durante cansaço, febre ou falta de atenção. O tratamento precoce é essencial para evitar que o quadro se torne constante.
Sintomas e sinais que merecem atenção
Reconhecer os sinais do estrabismo é fundamental para buscar ajuda o quanto antes. Entre os principais sintomas, destacam-se:
- Visão dupla (diplopia);
- Inclinação frequente da cabeça para compensar o desvio;
- Falta de foco ou dificuldade para enxergar objetos;
- Esforço visual para enxergar com nitidez;
- Sensação de cansaço nos olhos;
- Percepção de que um olho “foge” ou desvia;
- Desalinhamento visível dos olhos;
- Perda da noção de profundidade;
- Dores de cabeça frequentes.
Estrabismo tem cura? O que os especialistas consideram
Muitas pessoas perguntam se o estrabismo tem cura, mas a resposta depende de alguns fatores, como o tipo do desvio, a idade do paciente e as causas do problema.
Em muitos casos, é possível sim alcançar o realinhamento completo dos olhos, especialmente quando o tratamento é iniciado cedo.
Em outros casos, o que se busca é a melhora funcional, ou seja, alinhar os olhos o suficiente para recuperar parte da visão binocular, reduzir sintomas e melhorar a estética.
Crianças geralmente respondem muito bem ao tratamento, pois o sistema visual ainda está em formação. Já nos adultos, ainda que seja mais complexo, também é possível corrigir ou melhorar o alinhamento.
O mais importante é saber que o estrabismo tem tratamento, e quanto mais cedo ele for iniciado, maiores são as chances de bons resultados.
Opções de tratamento não cirúrgico
O tratamento do estrabismo varia conforme o tipo, a causa e a idade do paciente. Em muitos casos, especialmente em crianças, é possível corrigir ou controlar o problema sem cirurgia. Veja os principais métodos.
Óculos especiais e lentes corretivas
Quando o estrabismo está associado a erros de refração, como hipermetropia ou miopia, o uso de óculos pode alinhar os olhos e reduzir o desvio. Em alguns casos, são utilizadas lentes prismáticas, que ajudam a compensar o desalinhamento e diminuem a visão dupla.
Tampão ocular (oclusão)
Indicado principalmente para crianças com ambliopia (olho preguiçoso). O tampão cobre o olho dominante, forçando o desenvolvimento do olho mais fraco. Esse tratamento não corrige o estrabismo sozinho, mas melhora a visão e prepara o paciente para melhores resultados com outros métodos.
Exercícios ortópticos
São atividades específicas que treinam os músculos oculares e o cérebro para melhorar a coordenação entre os olhos. Podem ajudar em casos de estrabismo leve, intermitente ou em desvios que envolvem dificuldade de convergência.
Toxina botulínica (Botox)
Em alguns tipos específicos de estrabismo, especialmente em crianças pequenas ou em casos recentes de desvio adquirido, a toxina botulínica pode ser aplicada diretamente no músculo ocular. Ela promove relaxamento temporário, permitindo que o músculo oposto faça o alinhamento. Em certos casos, pode adiar ou mesmo substituir a cirurgia.
Quando a cirurgia é indicada
Antes de recomendar a cirurgia de estrabismo, o oftalmologista avalia cada caso individualmente, levando em conta o histórico clínico, exames de motilidade ocular e o impacto do desvio na qualidade de vida.
Em geral, o procedimento é indicado quando:
- O desvio é grande, persistente e interfere na visão;
- Os tratamentos conservadores (óculos, exercícios, tampão) não foram suficientes;
- Há impacto estético que afeta a autoestima;
- O paciente apresenta visão dupla incapacitante;
- Há sintomas funcionais importantes, como dor ou dificuldade de concentração visual;
- O estrabismo é de origem muscular ou neurológica e não melhora espontaneamente.
Como funciona a cirurgia de estrabismo
A cirurgia de estrabismo é um procedimento relativamente rápido e seguro, que consiste no reposicionamento dos músculos oculares para ajustar o alinhamento dos olhos.
Dependendo do caso, o cirurgião pode encurtar o músculo (para fortalecê-lo), reposicionar o músculo mais para trás (para enfraquecê-lo) ou atuar em mais de um músculo por olho.
A operação dura entre 40 minutos e 1h30, dependendo da complexidade. Em crianças, geralmente é realizado sob anestesia geral; em alguns adultos, pode ser feito com anestesia local.
Já a recuperação costuma ser rápida. Nos primeiros dias, é normal o paciente sentir ardência, vermelhidão e visão borrada temporária.
A maioria das pessoas retoma suas atividades em poucos dias, evitando esforço físico intenso nas primeiras semanas. O alinhamento final pode ser observado entre algumas semanas e meses após a cirurgia, pois os músculos precisam se adaptar.
Em muitos casos, a cirurgia corrige totalmente o alinhamento. Em outros, podem ser necessária mais de uma intervenção, especialmente quando o estrabismo é severo ou de origem neurológica.
Mesmo quando não há correção completa, o procedimento costuma melhorar muito a aparência e a função visual.
Conclusão: importância de avaliação e acompanhamento no MONDEVI
Como vimos no artigo, em muitos casos o estrabismo tem cura, e mesmo quando não é totalmente corrigido, os tratamentos atuais proporcionam grande melhora estética, funcional e na qualidade de vida.
No entanto, é fundamental buscar diagnóstico precoce e realizar o acompanhamento contínuo com um oftalmologista especializado.
Se você ou seu filho apresenta sinais de estrabismo, não espere: uma consulta especializada é o primeiro passo para garantir visão saudável e alinhamento dos olhos a longo prazo.
Nesse sentido, considere o MONDEVI como sua melhor opção de cuidados oculares.
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