Cirurgia para miopia e astigmatismo: como funciona

A correção cirúrgica da miopia e do astigmatismo é, hoje, uma das soluções mais eficazes para quem deseja diminuir ou até eliminar a dependência dos óculos e das lentes de contato. 

Graças ao avanço das tecnologias a laser, o procedimento tornou-se mais seguro, preciso e acessível, beneficiando um grande número de pessoas todos os anos. 

Neste artigo, você vai entender o que é a miopia e o astigmatismo, quem pode realizar a cirurgia para corrigir esses erros refrativos, quais são as técnicas disponíveis, como funcionam os exames pré-operatórios e o que esperar da recuperação.

Acompanhe!

Miopia, astigmatismo e seu impacto na visão

A miopia e o astigmatismo são erros refrativos, ou seja, alterações na forma como a luz é focada na retina. Como resultado dessa anomalia, a visão perde nitidez e torna as atividades cotidianas mais difíceis.

A miopia surge quando o globo ocular é mais alongado ou quando a córnea é mais curva do que o normal. 

Isso faz com que a imagem seja formada antes da retina, o que causa dificuldade principalmente para enxergar de longe. 

Assim, atividades como assistir a uma aula, dirigir ou identificar placas na rua podem se tornar um desafio.

Já o astigmatismo ocorre quando a córnea possui um formato irregular, sendo mais semelhante a um “ovo” do que a uma esfera. 

Essa irregularidade faz com que a luz se disperse em diferentes direções, provocando visão embaçada tanto de longe quanto de perto, cansaço ocular e até dores de cabeça em algumas pessoas.

Quem tem astigmatismo pode sentir dificuldade ao ler, usar o computador ou até perceber distorções leves nos objetos.

Tanto a miopia quanto o astigmatismo afetam a visão, pois exigem o uso constante de óculos ou lentes de contato para uma visão nítida. 

Por isso, a cirurgia refrativa é considerada uma alternativa eficiente para devolver qualidade de visão e mais praticidade no dia a dia.

Quem pode fazer cirurgia para miopia e astigmatismo

Apesar de ser extremamente segura, a cirurgia refrativa não é indicada para todos. Para ser elegível, é preciso passar por certos critérios, como:

  • Idade, geralmente acima de 18 anos, pois a visão precisa estar biologicamente estável para que a cirurgia tenha resultados permanentes.
  • Grau estável por pelo menos 1 ano.
  • A córnea deve ter espessura suficiente e não apresentar doenças como ceratocone.
  • Ausência de contraindicações, como gravidez,  glaucoma descontrolado, doenças autoimunes graves, olhos secos severos, entre outras.

Esses critérios são avaliados pelo oftalmologista durante a consulta e os exames, garantindo que o procedimento seja seguro e eficaz.

Principais técnicas cirúrgicas

A cirurgia para correção de miopia e astigmatismo pode ser realizada por diferentes técnicas. As três mais utilizadas atualmente são LASIK, PRK e SMILE. 

Com características específicas, todas têm o mesmo objetivo: remodelar a córnea para corrigir o foco da visão. Veja:

LASIK

O LASIK cria um pequeno “flap” (uma tampinha fina) na superfície da córnea. O laser é aplicado na camada interna para corrigir o grau e, em seguida, o flap é reposicionado. A recuperação é rápida, quase indolor e a maioria dos pacientes retorna às atividades normais em poucos dias.

PRK

No PRK, não há flap. A camada superficial da córnea é removida e o laser atua diretamente na superfície. A recuperação é um pouco mais lenta e há maior sensibilidade nos primeiros dias, mas é uma técnica muito segura, especialmente para córneas mais finas.

SMILE

A SMILE é uma técnica moderna e minimamente invasiva. O laser cria um lentículo (pequeno disco de tecido) na córnea, que é removido por uma microincisão. Não há flap, e a estrutura da córnea é mais preservada. A recuperação é rápida, com pouco desconforto e grande precisão nos resultados.

Exames pré-operatórios: etapa decisiva

Antes de realizar a cirurgia, é imprescindível passar por um conjunto de exames detalhados. Eles definem se a córnea é saudável, se o grau é adequado para correção e qual técnica é mais segura. Entre os principais exames, estão:

  1. Topografia de córnea: Cria um “mapa” detalhado da superfície corneana. Permite avaliar o formato, identificar irregularidades e descartar doenças como ceratocone. É essencial para garantir que a córnea seja estável e adequada à cirurgia.
  2. Paquimetria: Mede a espessura da córnea, uma informação muito importante porque córneas muito finas podem não ser adequadas para determinadas técnicas, exigindo avaliação cuidadosa.
  3. Mapeamento de córnea: Analisa a córnea em profundidade, avaliando sua curvatura anterior e posterior. Ajuda a identificar alterações sutis que não aparecem em outros exames, o que aumenta a segurança e evita riscos futuros.
  4. Refração (medição do grau): Confirma o grau real do paciente e verifica se ele está estável.
  5. Avaliação do filme lacrimal: Verifica se há olho seco, pois isso pode influenciar no conforto e na recuperação.

Recuperação e expectativas de resultado

A recuperação da cirurgia de miopia e astigmatismo varia conforme a técnica escolhida, mas, de forma geral, segue etapas semelhantes. É muito importante seguir todas as orientações para garantir uma cicatrização adequada e evitar complicações. 

Nos primeiros dias após a cirurgia, é comum sentir uma leve ardência, lacrimejamento e sensibilidade à luz. 

Por isso, é recomendado não coçar os olhos e evitar luz forte, esportes de contato e exposição à poeira ou ambientes contaminados. O uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios é obrigatório.

Em técnicas como LASIK e SMILE, muitos pacientes já notam melhora significativa no dia seguinte. No PRK, a recuperação é mais gradual, exigindo paciência e acompanhamento.

Após poucas semanas, a visão se estabiliza e atividades leves podem ser retomadas, mas exercícios intensos e piscina devem ser evitados até liberação médica.

Durante esse período, o uso de lubrificantes oculares ajuda a melhorar a qualidade da visão e o conforto.

A nitidez total costuma ocorrer entre algumas semanas e até 3 meses, dependendo da técnica. Em geral, as cirurgias refrativas apresentam altas taxas de sucesso, permitindo que a maioria dos pacientes fique independente dos óculos ou precise apenas de ajustes mínimos.

O importante é manter expectativas realistas: ainda que a cirurgia ofereça excelente precisão, pequenas variações individuais podem exigir retoques no futuro ou o uso de óculos para determinadas atividades, especialmente com o passar dos anos.

Conclusão: por que realizar sua cirurgia em um hospital especializado

Escolher onde realizar sua cirurgia refrativa é uma decisão tão importante quanto o próprio procedimento. 

Hospitais especializados, como o MONDEVI, oferecem estrutura completa, equipamentos modernos e exames de alta precisão para sua total segurança.

Além disso, você conta com uma equipe experiente e treinada para as técnicas mais avançadas, ambientes controlados, protocolos rigorosos para reduzir riscos e assistência pós-operatória especializada.

Dessa forma, realizar sua cirurgia em um hospital focado em oftalmologia garante mais segurança, previsibilidade e conforto. É a combinação ideal entre tecnologia, experiência médica e cuidado individualizado, fatores que fazem toda a diferença no resultado final.

Se a liberdade de enxergar bem sem óculos está nos seus planos, a cirurgia refrativa pode ser o caminho ideal, e fazê-la no hospital oftalmológico MONDEVI é o primeiro passo para uma jornada visual segura e bem-sucedida.

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