Lentes intraoculares: quando são recomendadas?

O implante de lentes intraoculares é uma das principais técnicas oftalmológicas responsáveis por ampliar a qualidade de vida de pacientes que sofrem com algum problema de vista, especialmente em casos de doenças mais sérias, como a catarata.

Isso porque são lentes especiais que são colocadas dentro do olho por meio de um procedimento cirúrgico simples, diferente das lentes de contato.

Acompanhe o artigo e saiba exatamente em que casos as lentes intraoculares são recomendadas. Confira!

O que são lentes intraoculares?

A principal função das lentes intraoculares é restabelecer a visão do paciente, melhorando a qualidade com que ele enxerga a vida no seu dia a dia. Também conhecidas como LIOs, as próteses são inseridas no interior dos olhos para ficar no lugar do cristalino (a lente natural do ser humano), quando ele está danificado e opaco.

Uma das principais vantagens é que as lentes intraoculares são feitas com material biocompatível, com um plástico especial, o que diminui o contato direto com os tecidos internos do olho e reduz os riscos de inflamação após a sua aplicação. Pelo mesmo motivo, não exite a chance de rejeição da Lente intra ocular.

Com esse material, as lentes também ficam mais flexíveis e dobráveis, o que permite a confecção de micro incisões no momento do procedimento cirúrgico.

Além de serem colocadas na parte interna dos olhos, uma outra diferença das LIOs para as lentes de contato é com relação à durabilidade. É recomendado que os pacientes troquem as suas lentes de contato com certa periodicidade, já as lentes intraoculares são colocadas em um procedimento único e permanente, ou seja, são para a vida toda.

Para conhecer os tipos de lentes intraoculares, e qual é a mais adequada para o seu caso, confira este artigo aqui:

Lentes intraoculares multifocais ou monofocais: qual escolher?

Para quais casos são recomendadas?

Com a evolução da tecnologia, hoje as lentes intraoculares são indicadas inclusive para corrigir problemas de vista e graus de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo e a presbiopia — isoladamente ou em conjunto. Resumindo, ao se corrigir a catarata, com a escolha da LIO mais indicada para cada caso, aproveita-se este momento para tornar o paciente independente de óculos.

Porém, a principal recomendação do uso de lentes intraoculares é para a correção da catarata, tanto nos primeiros estágios da doença, para preservar a qualidade de vida do paciente e aumentar as chances de efetividade do procedimento; e especialmente quando a doença começa a interferir muito no dia a dia do paciente, causando dificuldades para trabalhar ou estudar, dirigir, assistir TV, etc.

Como a doença de catarata causa a opacidade do cristalino, durante a cirurgia de correção, essa estrutura danificada é aspirada por uma micro sonda e substituída pelas LIOs, como novas lentes para os olhos.

O implante das lentes intraoculares nesses casos é muito importante pois, caso contrário, o paciente teria que usar óculos de grau com lentes muito fortes, pesadas e grossas depois da remoção da catarata.

A boa notícia é que não existem muitos pré-requisitos nem contraindicações para realizar a cirurgia, podendo ser feita em qualquer idade. Basta que o paciente tenha alguma dificuldade para enxergar devido à opacidade do cristalino e que esteja acordado com o seu oftalmologista que as lentes intraoculares são a melhor opção para o seu caso.

Entenda a Catarata

A catarata é uma doença ocular séria, responsável por mais da metade dos casos de perda de visão no mundo todo. Somente no Brasil, em torno de 28% dos casos de cegueira em pessoas com mais de 60 anos são devido à catarata, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Isso acontece porque, com a doença, o cristalino do olho vai ficando mais opaco, endurecido e com um aspecto mais amarelado com o passar dos anos, o que prejudica fortemente a visão.

Geralmente, o primeiro sintoma da catarata é a visão embaçada/nublada. Por isso, se perceber algo semelhante na sua vista, procure um médico o mais rápido possível, para que ele possa fazer uma avaliação e dar o diagnóstico correto.

Você pode saber mais sobre a catarata, seus tipos, causas, sintomas e tratamentos neste outro artigo do nosso blog: Catarata: saiba tudo sobre a doença. Leia agora mesmo e esclareça as suas dúvidas!